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Artigos, aplicabilidades e notícias sobre ozonioterapia

Ação antimicrobiana do Ozônio

Ação antimicrobiana, Ozonioterapia

O ozônio medicinal tem propriedades antimicrobianas de amplo espectro.

Inúmeras referências científicas demonstraram a efetividade do ozônio contra bactérias, fungos e vírus, assim como o grau de biocompatibilidade, podendo ser indicada para o uso tópico no tratamento de lesões de origem infecciosa, como por exemplo, bochechos para pacientes com desordens periodontais, lesões herpéticas, auxiliando na cicatrização e manutenção da assepsia local.

Nos tratamentos TÓPICOS, observa-se a inativação de microrganismos por ação direta do ozônio, com ruptura oxidativa de suas membranas (Viehban, R.).

O mecanismo de ação antibacteriano do ozônio é através da oxidação dos lipídios insaturados constituintes da membrana citoplasmática. Depois da exposição ao ozônio, as ligações olefínicas são atacadas para formar um ozonídeo. Esta ação inicia a destruição da capacidade funcional da célula e pode até ser suficiente para causar a morte de células mais fracas. Este ozonídeo tem um alto potencial de oxidação, é instável e exerce sua própria ação de desinfecção ao atacar enzimas, agrupamentos sulfidril, ou aldeídos, liberando compostos peroxil, que também são desinfetantes. Finalmente, a célula é lisada e o citoplasma fica disperso. Assim, a ação do ozônio é caracterizada pela proliferação de muitas outras substâncias oxidantes que podem concorrer ou complementar a ação do ozônio para destruir locais críticos dentro da célula ou geralmente para oxidar protoplasma. Este efeito cascata é exclusivo do ozônio e seus produtos de decomposição (FISHER et al, 2000).

Mas é preciso ficar claro que, apesar do ozônio ser um dos mais potentes antimicrobianos, quando aplicado sistemicamente, NÃO pode inativar bactérias, vírus e fungos in vivo, porque, paradoxalmente, os patógenos estão bem protegidos, particularmente dentro das células, pelo potente sistema antioxidante. Desta forma, o ozônio não tem ação direta em doenças infecciosas como hepatites, AIDS, etc.

Estudos demonstram que o ozônio age como um estimulador do sistema imune, pela ativação de neutrófilos e estimulando a síntese de algumas citocinas. A ação se dá através dos subprodutos do ozônio no organismo (ROS e LOPs). No passado foi mensurada a liberação de inúmeras citocinas do sangue ozonizado, in vitro. Quando os leucócitos ozonizados retornam a circulação, vão para o microambiente linfóide e liberam citocinas, reativando o sistema imunológico deprimido. Este processo é parte do sistema imune inato e nos ajuda a sobreviver em um ambiente hostil.

A liberação de citocina, portanto, se produz de forma endógena, efeito que pode auxiliar em viroses crônicas. As citocinas (mediadores importantes como interferons ou interleucina), provocam uma cadeia de mudanças positivas no sistema imune, que torna o organismo mais capaz de resistir a doenças. Isto significa pode ser extremamente útil para a ativação imunológica em pacientes com um status imune baixo e/ou imunodeficientes.

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