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Tecnologia sustentável com ozônio transforma resíduos em lucro

Cases de Sucesso, Efluentes

A O3R é parceira de um projeto inovador, que propõe um método verde para o tratamento de efluentes de frigoríficos de aves.

Um sistema para coletar o efluente de aviários e transformá-lo em composto de alto valor agregado é o projeto que Brastax Tecnologias Sustentáveis de Saneamento com Microalgas desenvolveu e patenteou, com apoio da O3R.

Resumidamente, após o tratamento secundário, o efluente do aviário é inserido em um sistema patenteado. O material passa por um processo de adequação com tecnologia O3R e então uma microalga é inserida para crescer e transformar o efluente. O sistema garante o saneamento do efluente e a geração simultânea de um composto de alto valor agregado, a biomassa de microalga, rica em astaxantina, descrito por muitos como “carotenóide rei” e antioxidante mais poderoso da natureza.

Para se desenvolver, a microalga Haematococcus pluvialis utiliza os nutrientes presentes no próprio efluente, os mesmos considerados nocivos para o meio ambiente. Dessa forma, as microalgas se multiplicam no efluente, removendo quase na totalidade as cargas de nitrogênio, fósforo e ferro no efluente, além de reduzir a DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) e clarear quase completamente o efluente, deixando passível de uso para fins industriais não nobres, como por exemplo, a lavagem de chão e dos caminhões que fazem parte da rotina dos abatedouros.

A IMPORTÂNCIA DO OZÔNIO

Um grande desafio deste projeto se encontra no início do processo, pois a microalga Haematococcus pluvialis não apresenta eficiência competidora em relação aos outros organismos presentes, sendo necessária a esterilização do efluente antes da introdução da microalga no meio. Além disso, a biomassa a ser produzida possui fins alimentícios, necessitando um controle microbiológico rígido.

A tecnologia O3R é uma etapa importante controle microbiológico, e é capaz de eliminar flora competitiva, diminuir a carga de compostos indesejáveis ao cultivo, tornando o meio adequado para o desenvolvimento da microalga, além de clarificar o meio, aumentando a permeação de luz e consequentemente a eficiência energética do sistema, que tem como base a luz solar.

FECHANDO UM CICLO

Após o tratamento, a água apresenta características satisfatórias para o reuso em processos industriais do próprio abatedouro, reduzindo o uso de água potável e o despejo de efluente em corpos d’água, um recurso cada vez mais escasso atualmente.

Além disso, o composto produzido será utilizado como aditivo natural na alimentação de novos frangos, o que melhora as características sensoriais e nutricionais da carne, além de trazer benefícios diretos aos seus consumidores, especialmente pelo potencial, antioxidante, antiinflamatório, entre outros.

A inovação possui forte apelo ambiental, onde o abatedouro estará promovendo a sustentabilidade e reduzindo os ricos à saúde pública, podendo ser reconhecido pela adoção de práticas sustentáveis, e até mesmo buscar certificações ambientais que comprovem a sua responsabilidade. Boas práticas ambientais são pré-requisito para exportar para muitos mercados.

A Brastax é uma startup incubada no Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade do Vale do Itajaí (Univali, SC) desde 2013 e recebeu diversas premiações pelo projeto:

– Prêmio Santander de Empreendedorismo 2012, categoria “Biotecnologia e Saúde”

– Prêmio Ibero-Americano de Inovação e Empreendedorismo 2013, categoria “Projeto”

– VI Concurso Estadual de Plano de Negócios – SEBRAE/SC 2013, categoria “Indústria”

– Concurso Sinapse da Inovação – FAPESC e Governo de Santa Catarina, 2014

Deixe um comentário:

  1. MUITO IMPORTANTE ESTE TIPO DE DIVULGAÇÃO DE MATÉRIAS SOBRE O OZÔNIO, O QUE IRÁ ABRIR A MENTALIDADE DOS BRASILEIROS COM RELAÇÃO A ESTA TECNOLOGIA QUE É MUITO UTIL PARA O MEIO AMBIENTE.
    ESPERO RECEBER MUITO MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O TEMA.

    GRATO.

    (11) 9 7187-3355

    Por JOSÉ ROBERTO - 14 de novembro de 2014
  2. Já li diversos artigos sobre a eficiência do ozônio e ainda não havia tivera conhecimento da aplicação prática, no Brasil, de forma viável comercialmente.
    Gostei muito desta divulgação e desejo poder acompanhar mais de perto o assunto, seu progresso no país.
    Obrigado,
    Jorge Crispim

    Por Jorge Crispim Marques da Rosa - 19 de Março de 2015