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Ozônio em vários tratamentos pode reduzir custos e uso de remédios

Ozônio em Medicina

A matéria publicada no Correio Braziliense em 29/01/2011, destaca que a ozonioterapia pode reduzir custos e uso de remédios. A esperança agora é de que a técnica seja regulamentada e incluída no SUS.

Embora a técnica seja pouco conhecida no Brasil, a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz) enviou documentos para o Conselho Federal de Medicina, para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e para o Ministério da Saúde, solicitando o reconhecimento da ozonioterapia como um procedimento médico.

A ozonioterapia poderia reduzir em até 80% a taxa de amputação de membros de pacientes com gangrena diabética e diminuir até 25% os custos no tratamento de feridas crônicas. “A estimativa é de redução em até 30% do custo do SUS no tratamento de patologias como hepatites crônicas e hérnias de disco”, informa a médica e diretora da Aboz Emília Serra.

Atualmente, a técnica é reconhecida pelo Sistema de Saúde da Alemanha, da Suíça, da Itália, de Cuba, da Ucrânia, da Rússia, da Espanha, da Grécia, do Egito e da Austrália, além de ser praticada em 15 estados dos Estados Unidos. De acordo com Emília, são realizados, aproximadamente, 10 milhões de tratamentos com ozônio no mundo, todos os anos. “Nos países em que o uso medicinal do ozônio é reconhecido, houve redução de 27% no consumo total de antibióticos e de 22% no consumo de analgésicos opioides e não opioides”, acrescenta a médica.

O ozônio de uso médico pode ter diferentes propriedades, que variam de acordo com a concentração da mistura. Segundo Emília, a substância tem propriedades bactericidas, fungicidas e virustáticas, e a veiculação em soluções aquosas e oleosas tem demonstrado efeitos antimicrobianos e reparativos. Também é eficaz no tratamento de feridas infectadas e em doenças causadas por vírus, como herpes e hepatites crônicas virais, bactérias e fungos. “Por estimular a circulação e melhorar a oxigenação nos tecidos, é utilizado no tratamento de problemas circulatórios e na revitalização de funções orgânicas de modo geral”, afirma a médica.

Um dos beneficiados do tratamento, o médico oftalmologista Ricardo Guimarães, após um acidente de avião, tratou as queimaduras do corpo com a ozonioterapia.“Como o tratamento não era recomendado pela maioria dos médicos brasileiros, eu não considerei a opção por muitos anos, até que uma colega oftalmologista me fez a sugestão”, recorda. Guimarães diz que ficou impressionado com a simplicidade e com os resultados, o que o levou à decisão de aplicar a técnica. Segundo ele, o primeiro impacto foi maior bem-estar, seguido pelo sucesso das cirurgias de enxerto de pele que fazia freqüentemente.

Segundo o oftalmologista, a ozonioterapia tem dois defeitos graves e que diminuem as chances de sucesso em um sistema de saúde voltado para a venda de produtos. “Primeiro, não permite patentes e, segundo, não pode ser empacotado para venda em farmácias, pois tem que ser produzido na hora”, opina. Para ele, essas peculiaridades da técnica não geram interesse de lucro para os laboratórios. “É uma pena que nossas autoridades não compreendam o valor da ozonioterapia.” O médico acha que, se o Brasil adotasse a técnica, obteria como efeito imediato a melhora de resultados nos tratamentos de condições crônicas como artrite reumatoide e outras doenças debilitantes.

Fonte: Correio Braziliense em  29/01/2011 08:00 Atualização: 29/01/2011 00:21, por Rebeca Ramos

 

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  1. Estou tratando meu dog com ozônio e estou realmente admirada com os resultados.
    Meu dog tem uma alergia atópica e logo na primeira aplicação teve uma grande melhora.
    Só agora deixo meu depoimento, pq desconhecia a técnica.
    Abraço.

    Por Marialva - 1 de dezembro de 2012