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Ozônio como “vacina” para proteger plantas comestíveis

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Cientistas da Universidade de Newcastle, no nordeste da Inglaterra, descobriram que o ozônio tem um grande potencial para “vacinação” de plantas contra fungos.

Esta aplicação pode ser muito útil na proteção de frutas e vegetais, tendo potencial para impedir o desperdício de cerca de um terço da totalidade dos produtos frescos que são descartados atualmente devido à contaminação por microorganismos invasores. Isto significa um potencial imenso em termos de poupança dos recursos alimentares do mundo.

Os pesquisadores descobriram que a aplicação aos tomateiros de uma dose de o ozônio, aciona o mecanismo de defesa das plantas e as capacita a repelir os invasores microbianos. O ozônio pode ser usado em segurança e não deixa qualquer resíduo nas plantas.

“Descobrimos que quando os tomateiros são expostos e um jato de ozônio o gás exerce ação semelhante à de uma vacina, alterando as defesas das plantas e preparando-as para enfrentar o ataque”, explicou o dr. Ian Singleton, professor da Faculdade de Biologia da universidade.

A pesquisa demonstrou que a exposição dos tomateiros ao ozônio antes da infecção dos mesmos com fungos reduz o desenvolvimento das lesões em até 60%, o que representa, potencialmente, um aumento de dois a cinco dias na duração em estoque dos tomates. Na explicação do dr. Singleton: “Isto sugere que o tratamento com ozônio exerce um efeito de ‘memória’ ou ‘vacinação’ que protege as frutas contra a deterioração. A compreensão desse mecanismo poderia conduzir a novas opções para prolongar a duração em estoque dos produtos frescos e reduzir o desperdício”, acrescentou ele.

O gás é usado para beneficiar o armazenamento de uma variedade de frutas e produtos vegetais, como morangos, uvas, tomates e ameixas, sem causar qualquer deterioração da qualidade dos produtos quando utilizado de maneira correta. O ozônio é uma alternativa viável para os pesticidas, pois é seguro de usar e eficaz contra um amplo espectro de microorganismos. Um de seus aspectos importantes é o fato de não deixar resíduos detectáveis, em contraste com os métodos tradicionais de preservação de produtos frescos”.

É preciso também um trabalho cuidadoso para otimizar os níveis de ozônio e a duração da exposição de cada variedade de produto. “Precisamos examinar cuidadosamente a maneira pela qual controlamos a concentração atmosférica do gás nas lojas e nos contêineres de transporte, uma vez que níveis excessivos de ozônio podem danificar os produtos e acarretar prejuízos financeiros” .

Fonte: London Press Service 13 Julho 2011 by Richard Maino 

Agradecimento Carlos Heise

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