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Ozônio como alternativa de manejo de resistência à fosfina

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O pesquisador Adalberto Hipólito de Sousa,  da Universidade Federal de Viçosa,  desenvolveu pesquisa para avaliar a toxicidade do ozônio para populações de Tribolium castaneum, Rhyzopertha dominica e Oryzaephilus surimanensis. Estes insetos são muito comuns e alastram-se facilmente entre grãos e cereais armazenados, tornando necessário o uso de inseticidas químicos, altamente tóxicos e de alto custo.

O trabalho do pesquisador também teve como objetivos determinar se existe resistência cruzada entre o ozônio e a fosfina; averiguar se há relação entre a toxicidade do ozônio e o metabolismo respiratório dos insetos. Adicionalmente, foram avaliadas as taxas de desenvolvimento e de crescimento populacional de duas populações resistentes à fosfina e duas susceptíveis de cada espécie. Nenhuma das populações estudadas mostrou resistência ao ozônio.

Por outro lado, algumas destas populações apresentam elevada resistência à fosfina, indicando que não há resistência cruzada entre o ozônio e a fosfina. Foram observados diferentes padrões respiratórios entre as populações de cada espécie, indicando que a toxicidade do ozônio não teve relação com o metabolismo respiratório dos insetos. Diferentes padrões reprodutivos foram verificados nas taxas de desenvolvimento e de crescimento populacional, onde algumas populações resistentes à fosfina apresentaram custo adaptativo na ausência do inseticida. Como essas populações não mostraram resistência ao ozônio, independentemente de serem resistentes ou susceptíveis à fosfina, é possível que o ozônio venha a se tornar uma alternativa ao uso da fosfina nos programas de manejo de resistência a esse fumigante.

Fonte: Trabalho apresentado no XXII Congresso Brasileiro de Entomologia.  

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