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Cientistas do Instituto de Pesquisa de Scripps fazem significante progresso no direcionamento dos Mistérios do Ozônio no Corpo Humano.
La Jolla, CA. 27 de Fevereiro de 2003 – Pela primeira vez na biologia, a equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Scripps (TSRI - The Scripps Research Institute) relata que o corpo humano produz ozônio.
Liderados pelo Presidente do TSRI, o médico Richard Lerner e Paul Wentworth Jr., professor associado e Ph.D. do Departamento de Química, que fez a descoberta original, a equipe tem, ao longo dos últimos anos, aos poucos reunido evidências de que o corpo humano produz o gás reativo – mais conhecido como um componente da camada de ozônio que absorver os raios ultravioletas– como parte de um mecanismo para proteger-se contra bactérias e fungos.
“O Ozônio foi um grande surpresa”, diz o médico e Professor Ph.D. Bernard Babior. “Mas parece que os sistemas biológicos fabricam ozônio e que o ozônio tem um efeito nos sistemas biológicos.”
Agora, em um importante desenvolvimento na revelação desta estória Babior, Wentworth e sues colegas do TSRI relatam na próxima edição do Jornal de Procedimentos da Academia Nacional de Ciências (Proceedings of the National Academy of Sciences) que o ozônio parece ser produzido em um processo que envolve as células do sistema imunológico, conhecidas como neutrófilos, e as proteínas imunológicas conhecidas como anticorpos.
“É um processo químico tremendamente eficiente,” diz Wentworth, e acrescenta que a presença do ozônio no corpo humano pode estar relacionada à inflamação e portanto este trabalho pode ter ramificações tremendas no tratamento das doenças inflamatórias.
O Buraco de Ozônio em Cada Um de Nós
O ozônio é uma forma reativa do oxigênio que existe naturalmente como um dos componentes do gás atmosférico. Talvez seja mais conhecido por seu papel crucial na absorção da radiação ultravioleta na estratosfera, onde está concentrado na chamada camada de ozônio, que protege a vida na Terra das radiações solares. O ozônio é também um componente comum no ar industrial e no ambiente urbano em que é um componente nocivo do ar poluído. Todavia, o ozônio nunca foi anteriormente detectado pela biologia.
Há dois anos atrás, Lerner e Wentworth demonstraram que os anticorpos são capazes de produzir ozônio e outros oxidantes químicos quando absorvem uma forma reativa de oxigênio chamada Oxigênio singleto. No ano passado, Lerner, Wentworth e Babior demonstraram que os oxidantes produzidos pelos anticorpos podem destruir as bactérias abrindo buracos nas paredes das células.
Este foi um desenvolvimento totalmente inesperado, uma vez que, nos últimos 100 anos, os imunologistas acreditaram que os anticorpos – proteínas excretadas para o sangue pelo sistema imunológico – agiam somente no reconhecimento de corpos patogênicos estranhos e atraiam células imunológicas efetoras para local da infecção.
Pergunta, respostas e mais perguntas
Entretanto, a pergunta ainda permanecia era “como os anticorpos estavam produzindo o ozônio? A equipe do TSRI sabia que para fazer o ozônio e outros oxidantes altamente reativos, os anticorpos tinham de usar um material inicial conhecido como oxigênio singleto, uma rara forma excitada de oxigênio.
Agora, Babior e Wentworth acreditavam que tinham descoberto a origem do oxigênio singleto – uma das células imunológicas efetoras, chamadas neutrófilos, que são pequenas fábricas de células que produzem o oxigênio singleto e outros oxidantes. Durante a resposta imunológica, os neutrófilos absorvem e destroem as bactérias e os fungos através do bombardeamento de antioxidantes.
O trabalho dos cientistas do TSRI sugere que o efeito bactericida dos neutrófilos é intensificado pelos anticorpos. Além de matar as bactérias em si, os neutrófilos fornecem o oxigênio singleto para os anticorpos, que o convertem em ozônio, adicionando armas para o ataque.
“Isto é realmente algo novo e há milhões de questões (que vêm a seguir),” diz Babior. “Qual é o efeito do ozônio sobre as proteínas do corpo e ácidos nucléicos?
Os neutrófilos podem produzir ozônio sem os anticorpos? O ozônio é produzido por outras células? Qual é a duração do ozônio no corpo? E, mais importante, como estas descobertas ajudariam a curar doenças?” As equipes de pesquisas continuam a investigar.
O artigo “Investigando a geração de ozônio catalisados pelos anticorpos pelos neutrófilos humanos,” é de autoria de Bernard M. Babior, Cindy Takeuchi, Julie Ruedi, Abel Gutierrez, e Paul Wentworth Jr. será publicado no jornal “Proceedings of the National Academy of Sciences.
A pesquisa foi patrocinada pelo Instituto Nacional de Saúde (National Institutes of Health - NIH), através de recursos para pesquisa e treinamento; e pelo Instituto de pesquisa Skaggs.
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